MÊS DE JULHO

Festeja-se NANÃ

 Quero ressaltar que as singelas explicações abaixo referem-se ao Orixás na Umbanda. Sabemos que os irmãos do Candomblé, do Batuque e outras religiões de matriz africana, possuem outros conceitos, explicações, utilizam-se da mitologia, entre outros elementos, para explicar e trabalhar com os Orixás. Respeitando todas as opiniões diversas, serão passados apenas conceitos da Umbanda, no intuito de esclarecer os filhos de fé, acerca de seus pais e mães de cabeça!

Obrigado!

 ORIXÁ - NANÃ BURUKÊ - A CACURUCAIA  DOS ORIXÁS

A nona Orixá a ser comentada nesta pequena série de estudos sobre os Orixás que integram a Religião de Umbanda é Nanã Burukê.

Acredita-se que Nanã Burukê foi a primeira Yaba (Orixá Feminino) a surgir. Por isso mesmo, é tida como Cacurucaia dos Orixás, ou seja, uma Orixá velha, idosa.

É sincretizada com Sant'Ana a Santa Mãe de Maria, justamente por carregar o atributo de avó.

Nanã Burukê ou Buruku como também é conhecida, tem uma origem diferente dos demais Orixás até aqui já estudados. 

Conta-se que Nanã Burukê é uma Vodun (divindades da nação Jeje) que foi adotada como Orixá pelos Yorubás.


A Nação Jeje é oriunda da região de Daomé. A palavra Nanã nessa nação significa mãe, senhora.  

Chegou ao Brasil, assim como os demais Orixás, através dos negros escravos. Foi adotada como Orixá pela Umbanda.

Nanã Burukê é a Senhora das águas paradas, profundas, da chuva,  dos pântanos, dos mangues, da lama e da morte.
 
Sua energia é densa e pesada. Anda sempre junto com Obaluaê, tido como um de seus filhos. 

Nanã Burukê representa a maturidade, a experiência e a sapiência.  É representada como a grande avó de energia amorosa e feminina.  
É a protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais. 


Essa Orixá possui uma característica diferente dos demais. Não se manifesta em homens, apenas em mulheres. 


Seu dia da semana é o Sábado para alguns e a Segunda-Feira para outros.
Seu dia do ano, em razão do sincretismo, é comemorado em 26 de julho.
Suas cores são o roxo,  lilás e branco.
Seus símbolos são uma vassoura de palha ou Ibiri (cetro de palha da costa, com talos de dendezeiro e búzios). 
Sua saudação é "Salubá Nanã!"
Suas oferendas levam velas roxas, lilás e brancas, flores roxas, champagne rosé e frutas como uvas roxas, ameixas , figo, melancia e melão.  Tudo o que for oferecido a Nanã Burukê não pode ser cortado ou manipulado por metais, como facas, tesouras, etc. Deve ser tudo feito manualmente ou com auxílio de instrumentos de madeira. 

São entregues nos mangues, pântanos e ao lado de poços.  
Da Linha de Nanã Burukê originam inúmeras falanges de cabolos, pretos velhos, exus e pombagiras. Lembrando mais uma vez que não Umbanda não há manifestação do Orixá em si, mas sim de falangeiros. 
Ponto. 
Senhora Sant'Ana, 
dela só emana,
Muito amor e Paz!

Vejo ajoelhado!
Seu trono dourado!
Seu manto Lilás!

Águas que descem o rio,
Lavando todo esse chão!

Ah, eu queria dizer,
Seu nome Nanã Burukê,
Jamais ei de esquecer!

Êêê, Nanã Burukê!
Êêê, Nanã Burukê!

Êêê, Nanã Burukê!
Êêê, Nanã Burukê!
 

         SALVE NANÃ BURUKÊ!

 Fonte:http://filhosdavovorita.blogspot.com.br.

 
 

Esta casa Umbandista  a pedido do mentor espiritual "Pai Joaquim das Almas" ainda encontra-se fechada ao público. A participação nos trabalhos realizados na casa se darão somente após autorização do mentor. E é restrita aos médiuns e seus familiares autorizados. Após estruturação da forma de trabalho na casa, informaremos a abertura do terreiro. 
Na Umbanda não se admite a cobrança de consultas, não faz amarrações, adivinhações e não utiliza sangue em seus trabalhos.

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